Ministro ressalta caráter pioneiro e integrador do Parque Tecnológico Itaipu

Em Foz do Iguaçu (PR), Aldo Rebelo destacou a importância do Parque para a cooperação com o Paraguai e o Mercosul, e reafirmou o compromisso do MCTI com as ações no local para pesquisa e inovação.

por Ascom do MCTI

Publicação: 18/08/2015 | 21:20

Última modificação: 19/08/2015 | 00:12

Aldo com o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, e o diretor-superintendente da Fundação PTI, Juan Sotuyo.

Crédito: Ascom/MCTI

Uma semana após assinar um memorando de entendimento para a cooperação e a capacitação de recursos humanos em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) em Assunção, no Paraguai, o ministro Aldo Rebelo visitou o Parque Tecnológico Itaipu (PTI). No local, sediado no complexo da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), ele reafirmou a importância do Parque para a cooperação regional e o compromisso do Ministério com as ações no local para o desenvolvimento da pesquisa e inovação nacional.

“Este parque é uma experiência única, pioneira, vitoriosa e serve à integração não apenas do Brasil e Paraguai, mas também com a Argentina. Tem atraído para Itaipu universidades, empresas e experiências de pesquisa pioneiras com a participação do Ministério, e, entre essas experiências, uma muito importante que eu destaco foi o primeiro voo na América Latina movido a eletricidade”, disse o ministro.

Durante a visita, Aldo Rebelo conheceu as instalações e os principais projetos do Parque Tecnológico Itaipu em CT&I, desenvolvidas com a Itaipu Binacional, com o apoio do MCTI. Entre as iniciativas, projetos de baterias de lítio e de sódio, o Centro de Segurança de Barragem, o Cibiogás, o Laboratório Dinâmica de Sistemas Elétricos e o Programa de Mobilidade Elétrica Inteligente.

Ele locomoveu-se no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Montagem de Veículos Movidos a Eletricidade (CPDM-VE), o Galpão G5 da usina de Itaipu, por meio de um veículo elétrico desenvolvido no complexo. “O carro é macio, confortável, silencioso, e acima de tudo, como é o objetivo dele, não emite poluentes, o que torna a direção do carro ainda mais prazerosa”, disse.

O titular do MCTI elogiou o Sistema Inteligente de Armazenamento de Energia (Iess, na sigla em inglês), composto por um banco de baterias, conectados em  um  contêiner,  que  pode ser abastecido por energia renovável (eólica ou solar). “Um dos desafios do mundo na área de energias renováveis é exatamente como armazenar e conservar energia. As baterias são o equipamento do futuro na área, e nós temos no Brasil, no Parque Tecnológico de Itaipu, uma experiência pioneira e já vitoriosa”, pontuou.

“É por essa razão que o Ministério valoriza, apoia as suas ações e apostas nas iniciativas do Parque não apenas para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no País, mas também como aposta fundamental para a integração com os seus irmãos aqui do Mercosul e principalmente com o Paraguai.”

Tráfego de dados

Aldo destacou ainda a conexão com o país vizinho por meio de cabos de fibra óptica, que acompanham toda a linha de transmissão de 500 quilovolts (kV) entre  Itaipu  e Vila Ayres, na Grande Assunção. “Faltam poucos quilômetros [a parte entre Itaipu e a subestação de Furnas] para termos esta integração concluída”, afirmou. Trata-se de uma das iniciativas para integração e conexão com os países do Mercosul, que transformará o Parque Tecnológico num ponto de troca de tráfego internacional de dados.

“Nós reafirmamos as parcerias já existentes, e são muitas, com a participação da Finep [Financiadora de Estudos e Projetos] e do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Estamos abertos a novas formas de cooperação como essa da ligação com fibra óptica. Então nós estamos apostando as nossas fichas em intensificar e ampliar a nossa cooperação”, ressaltou o ministro.

Investimentos

O projeto de bateria de níquel e sódio é uma das iniciativas que receberam apoio do Ministério. Trata-se de um programa científico para desenvolver uma bateria de grande porte para armazenamento de energia para utilização em locais de difícil acesso (como comunidades isoladas), sistemas de telecomunicações e energia fotovoltaica.

“Já recebemos recursos para o desenvolvimento de projetos importantes na área de energias renováveis, armazenamentos de energia através de baterias, na inovação da nossa usina, estamos fazendo uma inovação tecnológica na usina. Em boa parte disso temos contado com recursos e com todo o prestígio e apoio do Ministério e com todos os órgãos que o compõem”, afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek.

“A parceria com o MCTI se dá dentro do Parque em diversas dimensões, desde o apoio à nossa incubadora Santos Dumont, passando pelo grande projeto de bateria níquel, na área de popularização da ciência. O nosso polo astronômico Cassimiro foi construído com parte de recurso da Finep e temos projetos de inclusão produtiva financiados pelo CNPq”, lembrou o diretor-superintendente da Fundação PTI, Juan Sotuyo, que também acompanhou a visita, assim como autoridades municipais e estaduais e profissionais de Itaipu e do Parque. “A parceira é imprescindível, porque contamos com cada uma das secretarias que o Ministério possui. A visita do ministro vem reforçar essa parceria e trabalhar fortemente no processo de integração com o Paraguai.”

No Paraná, o MCTI investiu, entre 2004 e 2015, por meio da Finep, mais de R$ 2 bilhões em projetos financiados. O Estado recebeu 37,9 % dos investimentos totais da Pasta na Região Sul do Brasil. Entre 2000 e 2014, os grupos de pesquisa no Paraná cresceram 329%, passando de 701 para 3.011. O Parque Tecnológico de Curitiba recebeu R$ 5,15 milhões não reembolsáveis para reestruturação do Parque de Software.

 

Texto alterado para acréscimo de informações.

Fonte: MCTI e Itaipu

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